Araghchi declarou à emissora estatal que o primeiro-ministro iraquiano havia compartilhado suas impressões sobre a visita a Washington, mas enfatizou que Teerã e Washington já contavam com mediadores suficientes. O chanceler criticou a postura dos EUA, a qual descreveu como irracional, gananciosa e controladora.
As tensões entre Irã e EUA têm se intensificado nas últimas semanas, com forças americanas realizando bombardeios em instalações militares e infraestruturas na região. Informações de dois funcionários iranianos indicam que as Forças Armadas do Irã estão se preparando para a possível expansão do conflito, caso Trump leve adiante suas ameaças de atacar Teerã e suas infraestruturas críticas.
De acordo com as fontes, se a situação se agravar, o Irã poderia ampliar o conflito, incluindo ataques contra Tel Aviv e solicitando que os rebeldes houthis, aliados do país no Iémen, bloqueiem o Estreito de Bab al-Mandeb, uma rota marítima importante no Mar Vermelho. O porta-voz dos houthis, Mohammed Abdusalam, declarou que o grupo não pretende fechar Bab al-Mandeb, embora tenha anunciado um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita. Abdusalam esclareceu que a ação dos rebeldes se restringe ao bloqueio do lado saudita e não envolve o fechamento do estreito.