A força conjunta dos EUA e Israel mantém bombardeios em várias partes do Irã, incluindo a capital Teerã, visando alvos estratégicos do regime. O Irã, por sua vez, intensifica ataques contra países vizinhos, utilizando drones de baixo custo e explorando a pressão econômica do conflito, que afeta a rota de escoamento de petróleo no Estreito de Ormuz.
Nos últimos dias, a Guarda Revolucionária do Irã lançou ataques a uma base militar americana no Bahrein e a embaixada na Arábia Saudita foi atingida por drones. Embora Teerã não tenha reivindicado a autoria, um drone também atingiu um local próximo ao consulado americano em Dubai. As Forças Armadas iranianas têm atacado países do Golfo que mantêm bases militares, resultando em mortes e danos a estruturas civis.
Eduardo Galvão, especialista em risco político, observa que ao espalhar riscos para países que abrigam bases americanas, o Irã amplia o custo do conflito. Com a utilização de drones e mísseis, o Irã força seus adversários a manter sistemas defensivos ativos, elevando o custo para os EUA e seus aliados. Essa estratégia busca provocar um desgaste militar, em vez de uma vitória direta.
O Irã também investe na propaganda de seu arsenal, com a divulgação de vídeos mostrando sua frota de drones e mísseis. Análises indicam que o baixo custo das munições iranianas pode sobrecarregar os estoques de interceptores dos EUA, forçando o uso de armamentos defensivos caros, o que aumenta a pressão sobre os países aliados na região.
