O secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, abordou a estratégia da Prefeitura de Campo Grande sobre a cobrança do IPTU e da Taxa de Lixo. Ele afirmou que a decisão judicial que suspendeu parte das cobranças foi uma surpresa, gerando confusão operacional sobre a emissão dos carnês. Rocha destacou que a parte incontroversa diz respeito ao reajuste de 5,32% nos imóveis prediais, enquanto a polêmica gira em torno dos imóveis territoriais com alíquotas de 1% a 3,5%.
Rocha citou um exemplo do bairro Jardim Veraneio para justificar o aumento no valor dos tributos, onde um proprietário que pagou R$ 4.800 em 2025 recebeu uma cobrança superior a R$ 50 mil em 2026. Ele explicou que a diferença se deve à correção na avaliação do imóvel, que passou de R$ 100 mil para R$ 1,7 milhão. O secretário destacou que o erro estava no imposto do ano anterior e reconheceu que essa mudança impactou financeiramente os cidadãos.
Em relação à movimentação política na Câmara, Rocha negou negociação de cargos, afirmando que as conversas foram técnicas para apresentar o déficit na coleta de lixo. Ele mencionou que a arrecadação é de cerca de R$ 40 milhões, enquanto o gasto é de R$ 137 milhões. Caso o veto da prefeita Adriane Lopes seja derrubado, o município planeja judicializar a questão para evitar insegurança financeira.
Rocha confirmou que a suspensão temporária da cobrança afetou drasticamente a arrecadação no início do ano. A incerteza gerada entre os contribuintes resultou em uma redução de 50% na arrecadação à vista em comparação ao ano anterior.