Reajuste acompanha a inflação medida pelo IPCA-E, mas não altera as alíquotas do imposto.
Prefeitura de Campo Grande corrige defasagem e IPTU 2026 terá aumento de 5,32%, seguindo a inflação medida pelo IPCA-E.
A Prefeitura de Campo Grande publicou o Decreto nº 16.422/2025, definindo o cálculo do valor venal dos imóveis e, consequentemente, o IPTU de 2026. O decreto estabelece uma atualização de 5,32% sobre os valores usados neste ano, seguindo a inflação medida pelo IPCA-E entre outubro de 2024 e setembro de 2025.
Segundo a prefeitura, o reajuste não representa aumento do imposto, mas uma correção inflacionária, autorizada pela legislação e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O valor pago pelos contribuintes será maior para repor a perda do poder de compra, não por mudança na alíquota.
A atualização do valor venal pode impactar o bolso, especialmente para quem possui imóveis de maior valor ou em regiões valorizadas, como bairros centrais ou áreas em expansão. Os valores dos terrenos podem chegar a R$ 298 mil, segundo a Planta de Valores Genéricos de 2026.
O cálculo do valor venal será feito com base no Manual de Avaliação e Cadastro Técnico, na Tabela de Valores Unitários por Metro Quadrado de Edificação e na Planta de Valores Genéricos (PVG), instrumentos previstos na Lei Municipal nº 5.405/2014. Entre os critérios estão localização, tipo de construção, acabamento, estado de conservação e equipamentos.
Os valores de referência por metro quadrado variam bastante. Para residências, vão de R$ 235,11 a R$ 4.159,70/m²; prédios verticais podem chegar a R$ 4.367,68/m²; já galpões e coberturas têm faixas menores.
Essa variação mostra que dependendo do imóvel, o reajuste pode ter efeito mais significativo do que a simples inflação.
O IPTU 2026 terá um reajuste de 5,32%, acompanhando a inflação, mas sem mudança nas alíquotas. O decreto foi assinado pela prefeita Adriane Lopes e substitui o anterior, de 2024.