Organizações não governamentais (ONGs) de esquerda nos Estados Unidos estão sob investigação por supostamente atuarem como ferramentas de influência do Partido Comunista da China (PCCh). O esquema incluiria milhões de dólares destinados a disseminar mensagens que beneficiam o governo chinês e desabonam instituições americanas.
Entre os grupos citados estão Code Pink, People’s Forum, Party for Socialism and Liberation, ANSWER Coalition, BreakThrough News e Tricontinental Institute. Cada um teria funções específicas, como mobilizar protestos, formar ativistas ou divulgar conteúdos alinhados aos interesses do regime chinês. Relatórios identificam também a participação de influenciadores e mídia estatal na estratégia de manipulação de informações.
Singham, um empresário americano radicado em Xangai, estaria à frente da chamada “Rede Singham”, investindo ao menos US$ 100 milhões em atuação coordenada. O uso de empresas de fachada e fundos opacos dificultaria a rastreabilidade dos recursos, voltados a ativistas que promovem visões favoráveis à China.
Uma tática de desinformação revelada envolve quase 80 sites que imitam veículos reputados, como The New York Times e The Guardian, para veicular propaganda chinesa. Essa prática, denominada “spamouflage”, emprega perfis falsos e postagens planejadas para conferir legitimidade a conteúdos fabricados pelo PCCh.