O interrogatório de Caio Nascimento, réu pelo feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, foi adiado por falta da quebra de sigilo telefônico. A segunda audiência de instrução e julgamento do caso ocorreu de portas fechadas na 1ª Vara do Tribunal do Júri. O crime completou um ano no último dia 12 de fevereiro.
A jornalista foi esfaqueada por Caio, na sua própria residência, no bairro São Francisco. O caso ganhou repercussão nacional. A expectativa era que Caio fosse interrogado durante a tarde, uma vez que estava previsto o seu depoimento e de outras duas pessoas, sendo uma delas o amigo de Vanessa. No entanto, devido à falta da quebra de sigilo telefônico, o interrogatório não foi realizado.
“Estávamos preparados para o interrogatório. Ele tem direito de ser ouvido por último e, sabendo a gravidade do caso, ele tem a propriedade de esclarecer. Falta o relatório de extração do aparelho celular do Caio”, explicou o advogado de defesa Renato Franco. Agora, será marcada uma terceira audiência para que o Caio seja interrogado.
O processo passou por diversas etapas previstas em lei, como apresentação de defesa, realização de audiências e análise de pedidos feitos pelas partes. Ao longo desse período, foram interpostos vários recursos no processo. Assim, após o julgamento dos recursos e o cumprimento das decisões judiciais, foi designada a audiência para esta segunda-feira (9).
