O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro para 14 de abril. Ele responde a uma ação penal por coação no curso do processo e poderá depor por videoconferência, não sendo obrigado a comparecer à audiência.
Antes de definir a data do interrogatório, Moraes determinou a notificação por edital, mas Eduardo não foi localizado e não constituiu advogado particular. Por isso, foi autorizada a defesa pela Defensoria Pública da União (DPU).
Em novembro do ano passado, o STF aceitou, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A acusação se baseia em um inquérito que investigou a atuação do ex-deputado nos Estados Unidos, onde defendeu medidas como tarifas a exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros do governo federal.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e teve seu mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados devido a faltas em sessões deliberativas. Em 2025, ele não compareceu a 56 das 71 sessões, o que corresponde a 79% do total.