Diego Macedo Juiz, de 39 anos, conhecido como "Proibido" e apontado como integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), foi morto a tiros na madrugada deste sábado (31) em Bonito, cidade a 282 km de Campo Grande. Segundo informações divulgadas, ele teria sido executado por membros do próprio grupo criminoso sob a acusação de traição. Nenhum suspeito foi preso até o momento.
O crime ocorreu na avenida principal Cel. Pilad Rebua, onde foram disparados mais de 40 tiros. Em redes sociais, postagens atribuídas à facção exibem cartuchos de pistola .45 que teriam sido usados na ação, além de uma foto de Diego com um X vermelho. A legenda afirma que ele foi "ELIMINADO do PCC" por passar informações à polícia.
Diego estava em um carro de luxo BMW 320i ao lado de Douglas quando ambos foram surpreendidos pelos atiradores. Diego morreu no local, e Douglas chegou a ser resgatado, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital. Douglas havia saído recentemente da cadeia usando tornozeleira eletrônica e tinha passagens por descaminho, contrabando e tráfico de drogas registradas entre 2022 e 2023, com última prisão em setembro de 2023 pelo Departamento de Operações de Fronteiras (DOF).
Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, Diego atuava na disciplina do PCC na fronteira com o Paraguai. Ele estava solto desde 14 de maio deste ano, mas sua trajetória no crime começou em julho de 2015, quando foi autor de um homicídio qualificado em Ponta Porã, registrado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Na ocasião, envolveu-se na morte de Marcos Daniel Medina, em 15 de julho de 2015. De acordo com a denúncia, um desacerto com a facção levou à decisão de matar Marcos Daniel, e Diego contratou a vítima para transporte de drogas, atraindo-a para uma emboscada. Além desse caso, ele tinha duas passagens registradas em outubro de 2018 por resistência e desobediência.