Inquérito sobre morte de fisioterapeuta em Campo Grande é prorrogado por 60 dias

O Ministério Público Estadual prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, encontrada com um tiro na cabeça [...]

Neste sábado (18), completam-se dois meses desde a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos. Ela foi encontrada com uma perfuração de tiro na cabeça em uma residência localizada na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Recentemente, o Ministério Público Estadual (MPE) decidiu prorrogar o inquérito policial por mais 60 dias para aprofundar as investigações sobre o caso.

O incidente foi registrado no dia 18 de maio, quando o delegado Leandro Santiago, da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que três indivíduos foram detidos em flagrante, entre eles o médico cardiologista João Jazbik, que era companheiro da vítima. O delegado relatou que o cardiologista teria contatado um ex-funcionário e um caseiro para que se dirigissem até sua residência, onde ele solicitou que os homens relocassem um armário que continha várias armas, o que caracteriza fraude processual.

Durante as investigações realizadas na cena do crime, a equipe constatou a perfuração na cabeça de Fabiola. Contudo, a versão apresentada por Jazbik, que alegou que a fisioterapeuta teria cometido suicídio, não corresponde às evidências encontradas no corpo da vítima, segundo as declarações do delegado.

Em uma decisão assinada pela Promotora de Justiça Daniele Borgjetti Zampieri de Oliveira, o MPE confirmou a prorrogação do prazo para a continuidade das investigações. Informações obtidas revelam que diversas perícias estão em andamento, o que poderá ajudar na elucidação do caso.

Relatos de pessoas próximas a Fabiola indicam que o cardiologista apresentava um comportamento extremamente possessivo em relação a ela. O casal se conheceu entre 2010 e 2012, e após esse período, a fisioterapeuta passou a alterar seu estilo de vida, deixando de trabalhar fora e atendendo pacientes apenas em domicílio. Fabiola, que possui epilepsia, não dirigia e dependia de outras pessoas para se locomover.

De acordo com esses relatos, a rotina de Fabiola era rigorosamente controlada por Jazbik. Ele impedia que ela realizasse atividades simples, como ir ao salão de beleza, e suas visitas ao médico eram monitoradas por ele. Fabiola tinha um estilo de vida restrito, o que levantou suspeitas sobre a dinâmica do relacionamento do casal.

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