O Governo de Mato Grosso do Sul deu início, nesta quinta-feira (23), a um ciclo de formação voltado para o fortalecimento da relação entre as Forças de Segurança e os Povos Indígenas. A iniciativa, que tem como tema Justiça e Policiamento Restaurativo – Diálogo entre as Forças de Segurança e os Povos Indígenas, ocorrerá até o dia 7 de maio e envolverá a capacitação de 430 agentes de Segurança Pública, abrangendo policiais civis e militares, bombeiros e peritos.
Na cidade de Dourados, 110 profissionais estão participando do treinamento. Nos demais municípios, que incluem Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá, cada localidade terá a presença de 80 agentes. Essa formação é parte de um conjunto de ações que estão sendo promovidas pelas secretarias de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Cidadania (SEC) do estado.
Durante o evento de abertura Em Dourados, o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, ressaltou a importância do reconhecimento das diferenças culturais e da necessidade de um olhar mais humano em relação aos povos originários. Ele enfatizou que o conhecimento desses povos é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
O ciclo de formação tem duração de dois dias e propõe que os participantes se familiarizem com conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena. Além disso, o programa inclui a apresentação de experiências que foram implementadas com sucesso no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas para o contexto brasileiro.
De acordo com a proposta apresentada, a atuação dos agentes de segurança será pautada pelo diálogo, escuta ativa e reparação de danos, promovendo soluções colaborativas e fortalecendo a cultura de paz. Essa abordagem visa substituir práticas punitivas por métodos que priorizam a construção de um ambiente mais respeitoso e justo para todos os cidadãos.
A iniciativa é um passo significativo no sentido de criar uma rede de colaboração que valoriza a diversidade cultural e busca estabelecer um relacionamento de confiança entre as Forças de Segurança e as comunidades indígenas, ampliando o alcance dessas ações para outros territórios ao longo do tempo.