Indígenas da América Latina chegam a Belém de barco após expedição de 32 dias para participar da COP30, conferência climática da ONU.
Um grupo de aproximadamente 70 indígenas de diversos países da América Latina chegou a Belém no domingo, após uma jornada fluvial de 32 dias. A expedição, batizada de Flotilha Yaku Mama, partiu de Coca, no Equador, e percorreu cerca de 3.000 km através dos rios amazônicos para participar da COP30, a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática.
A COP30, que se inicia nesta segunda-feira e se estenderá até 21 de novembro, sediará debates cruciais sobre o futuro do clima global. A expectativa é que cerca de 3.000 representantes de povos indígenas participem do evento, que será realizado pela primeira vez em uma cidade da Amazônia.
Levi Tapuia, representante do povo Tapuia da Bahia, relatou que a viagem até Coca envolveu um deslocamento prévio por terra, atravessando a Cordilheira dos Andes. A expedição de barco passou por territórios do Equador, Peru e Colômbia, antes de alcançar o Brasil.
Vozes Indígenas na COP30
Lúcia Ixchiu, da Guatemala, enfatizou o caráter histórico da expedição, destacando que ela busca reescrever a narrativa climática. A participação dos povos indígenas na COP30 é vista como fundamental para garantir que suas perspectivas e conhecimentos tradicionais sejam considerados nas discussões e decisões sobre as mudanças climáticas.