Na madrugada desta segunda-feira (27), moradores de regiões do ABC Paulista e da capital paulista foram impactados por um grande clarão vindo do Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá. As chamas, visíveis a quilômetros de distância, geraram inquietação e diversos comentários nas redes sociais, com residentes questionando a situação. "Isso não pode ser normal", afirmou um morador em uma publicação na plataforma X, enquanto outro expressou sua preocupação sobre o que estaria ocorrendo em Santo André.
A Braskem, empresa responsável pela operação no local, esclareceu que o fogo foi resultante do acionamento do flare, um dispositivo de segurança padrão em indústrias químicas e petroquímicas. Em nota oficial, a companhia destacou que essa prática é amplamente adotada globalmente para garantir a segurança das operações, além de estar alinhada às normas internacionais de segurança, saúde e proteção ambiental.
O alerta para o acionamento do dispositivo foi emitido às 5h30, após uma interrupção no fornecimento de energia que afetou toda a área do Polo Petroquímico do Grande ABC. A ISA Energia, responsável pela distribuição de energia, informou que, às 5h28, um desligamento ocorreu em uma subestação na zona leste da capital, resultando em uma interrupção temporária do fornecimento.
A concessionária detalhou que o restabelecimento da energia teve início imediatamente em colaboração com a distribuidora local, sob a coordenação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Às 5h41, o fornecimento de energia foi completamente restabelecido. As causas que levaram ao desligamento estão sendo investigadas pelas empresas envolvidas, com foco em evitar futuros incidentes similares na região.
A situação gerou uma série de reações entre os moradores, que se mostraram preocupados com a Segurança do Polo Petroquímico e a qualidade do ar na região, levantando um debate sobre os riscos associados às operações industriais em áreas densamente povoadas.