Incêndio em Aldeia Água Funda deixa família indígena desabrigada e gera clamor por moradia digna

Um incêndio devastador na Aldeia Água Funda, em Campo Grande, deixou uma mãe e seus três filhos sem abrigo. A liderança Evânia Alfredo Francisco relata [...]
Foto: Pietra Dorneles, Midiamax (5)

Na manhã desta sexta-feira (5), os moradores da Aldeia Água Funda, situada no Jardim Noroeste, em Campo Grande, enfrentam as consequências de um incêndio que ocorreu na noite anterior. O incidente, que começou por volta de 20h30 (oito e meia da noite), resultou na destruição de um barraco, deixando uma família composta por uma mãe e três filhos desabrigados.

Evânia Alfredo Francisco, anciã e representante da comunidade, relembra com tristeza os momentos de pânico que tomaram conta dos moradores durante o incêndio. A maioria das pessoas da aldeia estava na igreja no momento em que as chamas começaram, o que forçou crianças e adultos a correrem em direção ao local para tentar ajudar. "A gente ficou desesperado. Criança gritando, com pavor desse fogo", relatou Evânia, expressando a dor do ocorrido.

A anciã ressaltou que, apesar do susto, os membros da comunidade se uniram rapidamente para tentar apagar o fogo. Ela destacou a importância desse esforço coletivo, que impediu que as chamas se espalhassem para fios de energia que poderiam ter causado mais prejuízos. "Mas Deus tem nos guardado naquele momento, porque se pegássemos no fio, o que ia acontecer com nós?", questionou.

Evânia também mencionou que a comunidade vive na aldeia há cerca de nove anos, período em que têm buscado assistência para obter moradias adequadas, sem os riscos que as estruturas de lona oferecem. "A gente não suporta mais ficar aqui embaixo da lona. Nosso barraco já está caindo", lamentou a liderança indígena, que já fez várias solicitações à Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) para que medidas sejam tomadas a respeito da situação.

Ainda , um processo para a construção de novas moradias está em andamento, mas ele encontra-se paralisado, sem previsões concretas de solução. As promessas feitas ao longo dos anos não têm se concretizado, aumentando a angústia da comunidade diante da incerteza do futuro. A realidade que vivem é marcada pela falta de infraestrutura e segurança, levando a um clamor por ações efetivas que garantam uma habitação digna para todos os moradores da aldeia.

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