O processo de impeachment do presidente do São Paulo, Júlio Casares, avançou após o presidente do Conselho Deliberativo encaminhar a discussão sobre seu afastamento ao Conselho Consultivo do clube. Essa etapa ocorre antes de uma reunião onde Casares poderá apresentar sua defesa. O Conselho Consultivo sugeriu a data de 12 de janeiro para a discussão, mas ela ainda precisa ser confirmada.
O Conselho Consultivo não tem poder para vetar o impeachment, mas fornecerá uma opinião que será considerada nas discussões do Conselho Deliberativo. O pedido de afastamento foi protocolado no dia 23 de dezembro, com 58 assinaturas, das quais 13 são de conselheiros que anteriormente apoiavam Casares.
Para que o impeachment seja aprovado, é necessária uma maioria qualificada de dois terços do Conselho Deliberativo. Caso o impeachment seja aprovado, o presidente será afastado provisoriamente. Em até 30 dias após a votação do Conselho, uma Assembleia Geral de sócios será convocada para ratificar ou não a decisão, sendo suficiente para isso a maioria simples.
A crise política no São Paulo é alimentada por uma série de episódios que abalaram a gestão de Casares, incluindo a saída de Carlos Belmonte e o vazamento de um áudio que revelou um esquema clandestino de comercialização de camarote no Morumbi durante eventos.
