Os terremotos que atingiram a Venezuela na última quinta-feira (25) provocaram danos significativos, com a Organização Internacional para Migrações (OIM) estimando que até 6,67 milhões de pessoas possam ter sido afetadas, incluindo cerca de dois milhões apenas na capital, Caracas.
A OIM, em colaboração com o governo venezuelano, está avaliando os prejuízos e as necessidades básicas de assistência na capital. Entre as prioridades identificadas estão a necessidade de abrigo, água, saneamento, medicamentos e medidas de proteção para a população afetada.
Os tremores, com magnitudes de 7.5 e 7.2 na escala Richter, geraram um dos maiores desastres naturais já registrados no país. Em resposta à tragédia, as Nações Unidas coordenaram uma ampla operação humanitária internacional.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou seu pesar pela perda de vidas e reafirmou o compromisso da organização em ajudar os venezuelanos diante da destruição em Caracas e nos estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy e La Guaira. Para isso, o Fundo de Emergência da ONU destinou US$ 15 milhões para as ações de urgência.
Profissionais de diversos países estão se unindo aos esforços locais, incluindo a colaboração de parceiros do México e de El Salvador. A operação está sob a coordenação de um grupo de 15 especialistas da rede de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas, que se encarrega das buscas urbanas.
Em um balanço mais recente, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que o número de mortos subiu para 589 e o de feridos alcançou 2.938, com agências de notícias indicando que esse número pode já ter ultrapassado 920 mortes e mais de 3 mil feridos. O país declarou estado de emergência, que inclui medidas de evacuação e suspensão de serviços essenciais.