Impacto da Proposta de Fim da Escala 6×1 Gera Preocupações no Setor Empresarial

A discussão sobre o fim da escala 6×1 no Brasil, que pode beneficiar cerca de 239,5 mil trabalhadores em MS, levanta alertas entre empresários. A [...]
Consumidores no Centro da cidade. — Foto: Consumidores no Centro da cidade. (Fot

O debate acerca do fim da escala de trabalho 6×1 está em evidência no Brasil e gera diferentes reações entre trabalhadores e empresários. No estado de Mato Grosso do Sul, a proposta pode impactar positivamente cerca de 239,5 mil pessoas que atualmente têm apenas um dia de descanso na semana, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A discussão teve novo impulso nesta segunda-feira (25), após uma reunião entre Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Se a proposta for aprovada, ela promoverá uma diminuição gradual da carga de trabalho semanal de 44 para 40 horas, além de eliminar a escala 6×1, garantindo que os salários permaneçam inalterados.

Atualmente, aproximadamente 37,2 milhões de trabalhadores brasileiros têm uma jornada superior a 40 horas semanais, representando cerca de 74% do total de empregados com carteira assinada no país. Essa proposta, porém, acendeu um sinal de alerta entre os empresários, especialmente no comércio, que já enfrenta desafios significativos em um cenário econômico delicado.

A FCDL-MS, representando os Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, expressou sua preocupação com os possíveis impactos econômicos da iniciativa. Inês Santiago, presidente da entidade, destacou que a redução forçada da jornada pode elevar os custos operacionais das empresas e, ao mesmo tempo, incentivar a informalidade e a diminuição de vagas de trabalho. "A proposta anunciada em Brasília representa um alerta crítico para o varejo, especialmente em períodos de pressão econômica intensa", comentou.

Santiago também mencionou que muitas empresas já vêm adotando tecnologia para substituir funções e, assim, reduzir despesas trabalhistas e aumentar a competitividade. Segundo ela, essa mudança tem potencial para intensificar a automação, afetando principalmente as pequenas e microempresas, que são as mais vulneráveis a essas alterações.

A proposta ainda prevê uma transição que se estenderia por um ano. Dentro de 60 dias após a promulgação da PEC, a jornada semanal seria reduzida em duas horas, seguida de uma nova diminuição de mais duas horas após um ano. Hugo Motta afirmou que o fim da escala 6×1 e a redução da carga horária são elementos fundamentais e não negociáveis do texto.

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