Arqueólogos provaram que as gigantescas estátuas da Ilha de Páscoa, os Moais, não foram arrastadas, mas sim caminharam até seus locais. Um experimento recente com uma réplica de cinco toneladas no Chile mostrou como o povo Rapa Nui usava apenas cordas, balanço e a física para mover os monumentos.
Os Moais foram esculpidos com uma leve inclinação para frente e uma base curvada, características que antes eram vistas apenas como artísticas, mas que agora se sabe que foram intencionais para facilitar o transporte em pé.
A descoberta confirma cientificamente as tradições orais dos Rapa Nui, os habitantes originais da ilha. As lendas locais sempre descreveram que as estátuas caminhavam sozinhas das pedreiras até as plataformas cerimoniais.
A prova de que as estátuas andavam sugere que os nativos não precisaram devastar seus recursos naturais, demonstrando uma sociedade sofisticada, com profundo conhecimento de física e capaz de grandes feitos por meio da cooperação e inteligência.
Essa técnica de transporte revela um grau de engenhosidade raramente atribuído a povos pré-industriais. Isso sugere que outros monumentos de pedra gigantes pelo mundo podem ter sido movidos com métodos igualmente inteligentes e baseados na física, em vez de apenas força.
A descoberta nos força a reavaliar a capacidade tecnológica de civilizações antigas e a forma como interpretamos seus grandes feitos.