Idoso alimenta quatis em área de preservação em Campo Grande

Na manhã deste domingo (6), um idoso foi flagrado alimentando quatis na Área de Preservação Ambiental do Nova Campo Grande. A cena gerou discussões sobre [...]

Um idoso foi visto alimentando um grupo de quatis com ração na Área de Preservação Ambiental do bairro Nova Campo Grande, em Campo Grande, na manhã deste domingo (6). A atitude chamou a atenção de uma moradora que passava pelo local. A mulher relatou que o idoso fez isso por pena ao notar que os animais estavam consumindo lixo descartado na região.

Apesar da boa intenção, a prática de alimentar animais silvestres, como os quatis, é desencorajada por especialistas. Eles alertam que essa ação pode alterar o comportamento natural das espécies e aumentar sua vulnerabilidade, expondo-os a perigos, como atropelamentos e ingestão de alimentos impróprios.

A presença de quatis em áreas urbanas não é um fenômeno isolado. No bairro Nova Campo Grande, é comum ver esses animais atravessando ruas em busca de restos de comida, o que gera transtornos aos moradores. Além de espalharem lixo pelas calçadas, os quatis podem ser vítimas de acidentes com veículos durante essas travessias.

No bairro Silvia Regina, a situação é semelhante, com moradores enfrentando o problema do atropelamento frequente de quatis. Os animais têm o hábito de cruzar a Rua Catende atrás de alimento nas lixeiras, e muitos acabam sendo atropelados, gerando preocupação entre os residentes da área, que relatam que esse problema persiste há mais de oito anos.

A ação do idoso de alimentar os quatis, embora motivada por compaixão, levanta questões sobre a interação entre humanos e animais silvestres nas áreas urbanas. A prática pode ser vista como uma tentativa de ajudar, mas também contribui para a perpetuação de comportamentos que podem ser prejudiciais tanto para os animais quanto para os moradores. A discussão sobre a melhor forma de lidar com a presença de quatis e outros animais silvestres nas cidades continua em pauta entre especialistas e a comunidade local.

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