O crescimento acelerado da inteligência artificial tem causado apreensão nos mercados globais, resultando na desvalorização de ações em setores antes considerados resilientes da 'velha economia'. Essa preocupação se intensificou, especialmente em áreas como o setor imobiliário, transporte rodoviário e logística, que já enfrentavam desafios em empresas financeiras e de software como serviço.
Recentemente, o empresário Elon Musk alertou sobre a possibilidade de prédios de escritórios ficarem vazios devido à substituição de trabalhadores pela IA. Essa opinião é compartilhada por Matt Shumer, cofundador e CEO da OtherSide AI, que acredita que a tecnologia pode eliminar empregos de nível básico e funções administrativas, impactando negativamente os contratos de aluguel e os ativos imobiliários.
No setor de transporte e logística, novas tecnologias estão promovendo soluções que aumentam a eficiência sem a necessidade de novas contratações. Um exemplo é uma ferramenta da Algorhythm Holdings, que permite aumentar o volume de frete em até 400%, refletindo a pressão sobre as ações das empresas de transporte rodoviário e a preocupação dos investidores com a necessidade de ajuste estrutural.
Na engenharia e manufatura, a aplicação da inteligência artificial apresenta resultados variados. Embora algumas áreas, como o transporte aéreo de carga, mostrem sinais de otimismo, outras, como os setores aéreo e ferroviário, enfrentam incertezas. O CEO da Siemens, Roland Busch, destacou que o impacto da IA na manufatura será mais rápido do que o esperado, vendo a tecnologia como um potencial catalisador de lucros para as grandes empresas do setor.
