Um homem foi condenado a 32 anos de prisão em regime fechado após ser preso por manter a esposa em cárcere privado em uma residência no Jardim Colibri. O caso foi descoberto pela Deam após denúncias anônimas, que revelaram que a mulher era constantemente vigiada, impedida de sair de casa ou usar celular, além de ser monitorada por câmeras de segurança com áudio.
Durante o período de cárcere, a mulher viveu um ciclo contínuo de violência, que incluiu agressões físicas, torturas e estupros. As filhas do casal também foram reconhecidas como vítimas de violência psicológica, sendo intimidadas para não revelarem os abusos. A sentença foi proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Campo Grande, que considerou os crimes de tortura, estupro de vulnerável, lesões corporais qualificadas e violências psicológicas.
A residência onde o casal morava há cerca de 15 anos era pouco frequentada por amigos e familiares da mulher, que quase não era vista na rua. Vizinhos relataram que ela parecia assustada e discreta, e que a presença de pessoas na casa se resumia ao pai e mãe do suspeito. O homem também ameaçava a esposa e seus familiares em caso de denúncia.
Na ocasião da prisão, um revólver calibre 38 foi encontrado escondido no quarto, e o suspeito tentou fugir, mas foi capturado. O sistema de monitoramento de câmeras instalado no imóvel era utilizado para controlar os movimentos da mulher, evidenciando o controle extremo exercido sobre ela ao longo dos anos.