Maurício Helpis de Oliveira (PSDB) comandará o Legislativo no biênio 2027–2028, apesar de denúncias de corrupção e falsificação de documentos.
Maurício Helpis, investigado pelo Gaeco por corrupção, foi eleito presidente da Câmara de Coxim para o biênio 2027–2028, gerando controvérsia.
O vereador Maurício Helpis de Oliveira (PSDB), investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Coxim para o biênio 2027–2028. A eleição, realizada de forma antecipada, ocorreu em meio a denúncias de corrupção e falsificação de documentos contra o parlamentar.
A votação apertada, com placar de 7 a 6, elegeu a chapa “Força do Povo”. A vitória é vista como controversa, dado que a maioria dos vereadores ignorou a investigação criminal e a denúncia formal do Ministério Público contra Helpis.
As investigações do Gaeco apontam que Maurício Helpis é um dos beneficiários de um esquema de fraude milionária na regularização fundiária urbana (REURB) em Coxim. O grupo é acusado de montar um esquema de “grilagem de papel”, emitindo Certidões de Regularização Fundiária (CRFs) falsas e manipulando registros públicos.
Detalhes da Investigação
O Ministério Público denunciou sete pessoas, incluindo Helpis, por envolvimento no caso. As penas para os crimes apurados podem ultrapassar 470 anos de prisão.
Segundo o MP, Helpis teria negociado R$ 1.312.000,00 referente à simulação de regularização fundiária. Investigações indicam que Helpis teria sido beneficiado com três CRFs falsas.
Durante a segunda fase da operação, o Gaeco cumpriu mandado de busca e apreensão na residência e escritório de Helpis, apreendendo dinheiro, contratos e documentos que reforçam a suspeita de sua participação na fraude.