A Justiça Federal em Mato Grosso do Sul proferiu condenações a seis indivíduos envolvidos em um esquema de tráfico internacional de drogas, enquanto três pessoas foram absolvidas. A organização criminosa era responsável por trazer maconha e cocaína do Paraguai, distribuindo a substância em diversos estados brasileiros.
As investigações que levaram a essas condenações foram iniciadas em 2019, após a apreensão de um helicóptero carregado de cocaína, em uma ação conjunta realizada pela Polícia Federal e pela Polícia Militar de MS. A Operação Tango Down, deflagrada em 28 de maio de 2025, resultou na prisão de nove pessoas e na execução de 11 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Durante a Operação Tango Down, as autoridades apreenderam aproximadamente 500 kg de cocaína em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), com o apoio da Força Aérea Brasileira e da segurança paulista. Ao longo da investigação, as forças de segurança conseguiram apreender 27 toneladas de maconha, 1.177 kg de cocaína, 2.347 kg de skunk e duas aeronaves, além de realizar sete prisões em flagrante.
Um dos pilotos envolvidos colaborou com as investigações através de um acordo de colaboração premiada, o que foi crucial para o avanço do caso e para a condenação dos réus. Entre os condenados, as penas variaram de 20 a 38 anos de prisão. Apesar da sentença de primeira instância, os réus permanecerão em prisão preventiva até que eventuais recursos sejam analisados.
A absolvição de uma mulher se deu após o juiz federal substituto Lucas Miyazaki dos Santos, da 1ª Vara Federal de Naviraí, entender que o simples parentesco dela com um traficante paraguaio não constituía prova suficiente para a responsabilização penal. O juiz destacou que a responsabilização não deve ser baseada em presunções de culpabilidade que decorrem de relacionamentos familiares, a fim de respeitar os princípios da responsabilidade penal pessoal e da presunção de inocência.