Groenlândia: EUA afirmaram não se opor ao domínio dinamarquês em 1916

Um documento histórico de mais de 100 anos atrás pode voltar à tona, visto que o presidente dos EUA, Donald Trump, renova seu interesse na [...]
Bandeira da Dinamarca tremula ao lado da estátua de Hans Egede em Nuuk, Groenlân

Um documento histórico de mais de 100 anos atrás pode voltar à tona, visto que o presidente dos EUA, Donald Trump, renova seu interesse na Groenlândia, apesar das fortes objeções do governo dinamarquês e seus aliados europeus. O documento em questão é a Declaração de Lansing, que notificava a Dinamarca de que os EUA não se oporiam ao governo dinamarquês estabelecer controle sobre todo o território da Groenlândia.

A Groenlândia, localizada no Ártico, abriga mais de 56 mil pessoas e é um território autônomo da Dinamarca. Estrategicamente localizada entre os EUA, a Europa e a Rússia, a Groenlândia é vista há muito tempo como fundamental para a segurança americana. Além disso, a Groenlândia é rica em recursos naturais, incluindo petróleo, gás e metais de terras raras.

A Declaração de Lansing fazia parte de um acordo mais amplo que formalizou a venda das Índias Ocidentais Dinamarquesas para os Estados Unidos. Hoje, esse território é conhecido como Ilhas Virgens Americanas. O documento original pode ser acessado no Arquivo Nacional Dinamarquês.

Um parlamentar dinamarquês criticou duramente o presidente dos EUA por suas declarações sobre a Groenlândia, descrevendo-as como “francamente estúpidas”, embora tenha observado que os Estados Unidos já haviam reconhecido a soberania dinamarquesa sobre o território. A Groenlândia é importante para Trump devido à sua localização estratégica e recursos naturais.

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