A Groenlândia deve manter conversações diretas com o governo dos Estados Unidos sem a Dinamarca, disse um líder da oposição da Groenlândia. A ilha do Ártico pondera como responder à pressão renovada do presidente norte-americano, Donald Trump, para colocá-la sob o controle dos EUA.
A Groenlândia está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a torna um local essencial para o sistema de defesa contra mísseis balísticos dos EUA. Seus ricos recursos minerais também se encaixam na meta de Washington de reduzir a dependência da China.
O Naleraq, que defende veementemente uma rápida mudança para a independência total, dobrou suas cadeiras para oito nas eleições parlamentares do ano passado, conquistando 25% dos votos na ilha de apenas 57.000 habitantes. Todos os partidos da Groenlândia querem a independência, mas divergem sobre como e quando alcançá-la.
A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, disse que a Groenlândia não poderia conduzir conversações diretas com os EUA sem a Dinamarca porque não tem permissão legal para isso. Os governos da Dinamarca e da Groenlândia não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre as falas do líder da oposição.
