A sequência Grime 2 melhora a experiência de combate e a apresentação em relação ao primeiro jogo, mas ainda enfrenta dificuldades em elementos essenciais do gênero metroidvania. A nova estética, que destaca um mundo moldado por tinta e esculturas, é um dos pontos fortes, mas a narrativa não consegue prender a atenção do jogador.
A identidade visual é notável, com cenários e inimigos que reforçam a ideia de “arte viva”, mas a história serve apenas como pano de fundo para a jogabilidade. As interações com NPCs e o desenvolvimento narrativo são limitados, fazendo com que a motivação para jogar venha mais da curiosidade e dos desafios do que de uma trama envolvente.
O combate é o grande destaque do título, apresentando mais liberdade e opções estratégicas. Diferente do primeiro jogo, onde o domínio do parry era essencial, Grime 2 permite que o jogador escolha entre diferentes estilos de combate, como ataques rápidos ou uma postura defensiva. Essa variedade torna a experiência mais dinâmica e menos previsível.
Os Molds, que representam inimigos derrotados, introduzem uma nova camada de estratégia, permitindo que os jogadores os utilizem para causar dano ou distrair adversários. O sistema de recursos requer um planejamento cuidadoso, pois a abordagem deve ser pensada e não apenas reativa, aumentando a profundidade do combate.