Trabalhadores paralisaram atividades em diversos setores da Argentina nesta quinta-feira (19) em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A greve, organizada por sindicatos como a Confederação Geral do Trabalho (CGT) e a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), atingiu fábricas, transportes públicos e o setor aéreo.
Com forte esquema de segurança, manifestantes se encaminham para o Congresso em Buenos Aires. Serviços essenciais, incluindo saúde pública, registraram interrupções parciais. A Câmara de Linhas Aéreas na Argentina (JURCA) informou cancelamento de mais de 400 voos, afetando 64 mil passageiros e cargas.
O governo avisou que descontará salários dos funcionários públicos que aderirem à greve e que trabalhadores de transporte foram intimados a não realizar paralisações. A reforma, que já foi aprovada no Senado em 12 de fevereiro, prevê mudanças como salário dinâmico, banco de horas e restrições ao direito de greve.
A CGT destacou a adesão dos sindicatos, com trabalhadores de turnos noturnos abandonando postos desde a noite anterior. Antes da votação, o governo retirou do projeto o Artigo 44, que permitia redução salarial em licenças médicas. O impacto econômico estimado gira em torno de US$ 575 milhões, cerca de 0,8% do PIB de fevereiro.
