Pelo menos 13 sindicatos argentinos aderiram à greve geral iniciada nesta quinta-feira (19), promovida pela Confederación General del Trabajo (CGT). O protesto paralisou trens, metrôs, voos, táxis e serviços públicos, com previsão de duração até a meia-noite, atingindo diretamente atividades como o escoamento de exportações de grãos e derivados.
A paralisação ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados deve votar a reforma trabalhista, aprovada pelo Senado na semana passada. A medida, chamada de “modernização trabalhista” pelo governo, altera regras como limitação de greves, teto para indenizações em demissões e ampliação da jornada diária para até 12 horas, entre outras mudanças.
Setores como trabalhadores marítimos e da indústria processadora de oleaginosas, representados por Fesimaf e SOEA, também aderiram à greve na quarta-feira (18). Esses grupos devem ficar parados por 48 horas, afetando a exportação de óleo e farelo de soja.
A proposta visa reduzir custos para empregadores e diminuir processos por demissão sem justa causa, além de incentivar a formalização do mercado de trabalho, atualmente com mais de 40% dos trabalhadores argentinos em situação informal.
