Grávida com Câncer e Hérnia Busca Urgente Cesárea em Campo Grande

Uma gestante em Campo Grande enfrenta uma batalha contra o tempo para conseguir a internação necessária para realizar uma cesárea de emergência. Ana Paula Cardoso, [...]

Uma gestante em Campo Grande enfrenta uma batalha contra o tempo para conseguir a internação necessária para realizar uma cesárea de emergência. Ana Paula Cardoso, 41 anos, possui uma gravidez de alto risco, agravada por um quadro de câncer, diabete gestacional e uma hérnia umbilical. A situação se tornou crítica após a médica responsável pelo seu acompanhamento apresentar um atestado médico logo após retornar de um período de 15 dias de férias.

Ana Paula relata que toda a sua gravidez foi marcada por complicações, o que a classificou como de alto risco. A urgência da cesárea se deve ao risco de morte, tanto para ela quanto para o bebê, caso o parto seja adiado. Ela necessita da “carta de internação” emitida pelo CEM (Centro de Especialidades Médicas) para dar prosseguimento ao procedimento.

A gestante relata dificuldades no acompanhamento médico pelo CEM. Segundo ela, a primeira médica solicitava exames particulares que ela não tinha condições de realizar. Após a troca de profissional, diversas consultas foram remarcadas devido a sucessivos atestados médicos.

Recentemente, Ana Paula foi informada de que não poderia ser atendida, pois a médica estava novamente de atestado. A busca por um encaixe para obter a carta de internação foi infrutífera, sob a alegação de que não havia médicos de gravidez de alto risco disponíveis.

Além dos problemas de saúde, Ana Paula enfrenta dificuldades de locomoção, dependendo do transporte público para chegar ao CEM. O trajeto de ônibus leva cerca de 1h30, com o desconforto de um transporte lotado e cheio de solavancos.

Ana Paula foi informada por funcionários do CEM que não necessitaria da carta, bastando esperar o início do trabalho de parto e procurar o hospital mais próximo. No entanto, devido à hérnia umbilical, ela não pode fazer força ou ter contrações, sob o risco de rompimento.

A gestante teme que a demora possa ser fatal. Uma nova consulta foi agendada para o dia 10 de setembro, mas ela afirma não poder esperar. Ana Paula pretende buscar atendimento em hospitais da cidade mesmo sem a carta de internação, a partir de sexta-feira.

A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.

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