Governo inicia campanha para abolir a jornada de trabalho 6×1 sem redução salarial

Com a proposta, o governo federal visa beneficiar 37 milhões de trabalhadores, garantindo mais tempo para lazer e convivência familiar. A campanha inclui mudanças na [...]

O governo federal lançou, no dia 3 de abril, uma campanha nacional com o intuito de eliminar a escala de trabalho 6×1, sem que haja redução nos salários dos trabalhadores. O foco da iniciativa é proporcionar mais tempo para atividades além do trabalho, como convívio familiar, lazer, cultura e descanso.

Estima-se que aproximadamente 37 milhões de trabalhadores possam ser beneficiados com essa proposta. Em comparação, a isenção do Imposto de Renda para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais favoreceu cerca de 10 milhões de pessoas. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) destacou que a garantia de descanso pode ter um impacto positivo na economia, alinhando-se a uma visão moderna de desenvolvimento que integra produtividade e inclusão social.

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada de trabalho em 40 horas semanais, mantendo as oito horas diárias, inclusive para aqueles que estão em escalas especiais. Com essa mudança, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso semanal, com duração de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

A negociação coletiva será responsável por definir o modelo de trabalho, que pode ser estruturado em cinco dias de atividade seguidos de dois dias de descanso, respeitando as especificidades de cada setor.

A campanha, que traz o slogan "Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.", será divulgada em diversos canais de mídia, incluindo plataformas digitais, rádio, televisão, jornais e cinema, além de alcançar a imprensa internacional.

A Secom enfatizou que a proposta é uma forma de conscientizar tanto empregados quanto empregadores sobre a importância de reduzir a carga horária, promovendo a convivência familiar e valorizando tanto o trabalho quanto a vida pessoal. A mudança proposta é uma resposta a transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os aumentos de produtividade.

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