Medida visa ações repressivas contra adulteração e proteção ao setor de bebidas, considerado vital para a economia.
Em Brasília, o governo federal anunciou a criação de um comitê em conjunto com a sociedade civil para enfrentar a crise provocada por bebidas contaminadas por metanol. A iniciativa tem como foco planejar ações tanto para reprimir a adulteração de bebidas quanto para proteger o setor, considerado essencial para a economia.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o comitê informal facilitará a troca de informações e o anúncio de medidas tomadas pelos setores público e privado, visando uma solução rápida para o problema. O secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, informou que dezenas de estabelecimentos já foram notificados e estão sob análise.
O ministro Lewandowski enfatizou a importância de separar os comerciantes que atuam dentro da lei daqueles que adulteram bebidas intencionalmente. A preocupação é não paralisar um setor que gera empregos e impostos, contribuindo para o desenvolvimento do país. A reunião contou com a participação de dirigentes de diversas associações, como a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com Paulo Pereira, as notificações exigem que os estabelecimentos apresentem informações detalhadas sobre a aquisição de bebidas e dados dos compradores, além do sistema de fornecimento. Até o momento, 15 estabelecimentos foram identificados e notificados, com mais 15 em processo de identificação, além de cerca de 25 distribuidoras e associações do setor. Vários estabelecimentos já foram fechados pelas fiscalizações locais.
As autoridades investigam todas as hipóteses, incluindo o possível envolvimento de organizações criminosas, considerando a origem do metanol, seja vegetal ou fóssil. A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave, cujos sintomas incluem visão turva ou perda de visão, náuseas, vômitos e dores abdominais. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico imediato e contatar os serviços de emergência.