O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, está avaliando a possibilidade de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Essa medida surge da percepção de que esses grupos representam uma ameaça à segurança regional, ampliando as ferramentas legais disponíveis para o combate a essas facções criminosas.
Fontes indicam que a classificação do PCC e do CV está em estágio avançado e pode ser anunciada em breve. Caso isso ocorra, o governo dos EUA teria a capacidade de congelar ativos, bloquear acesso ao sistema financeiro, impor sanções e restringir vistos a membros ou colaboradores das organizações. A discussão sobre essa classificação está inserida na estratégia de segurança dos Estados Unidos para a região.
Nos bastidores, o governo brasileiro busca impedir essa designação. O Itamaraty já manifestou sua preocupação em conversas com autoridades americanas, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio. Diplomatas do Brasil consideram que a classificação poderia facilitar ações mais rigorosas dos EUA na região e têm ressaltado a importância de apresentar uma interpretação própria sobre o funcionamento das facções.
A situação gera apreensão no Brasil, onde o governo tenta contornar a percepção de que o PCC e o CV são grupos terroristas. O Itamaraty já se reuniu com diplomatas americanos para discutir o tema, embora as autoridades dos EUA tenham realizado investigações sobre as facções sem permitir que o governo brasileiro oferecesse sua visão sobre o assunto.
