O governo anunciou um novo programa para refinanciar dívidas de pessoas físicas, prevendo taxa de juros de até 1,99% ao mês. Segundo o programa, as dívidas refinanciadas serão garantidas pelo Fundo de Garantias de Operação (FGO) em caso de calote dos devedores. O programa é uma tentativa de ajudar os brasileiros que estão com dívidas em atraso e esperar gerar R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões de novas dívidas. As novas linhas de crédito em atraso abarcam cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado.
Cada instituição financeira poderá empacotar os três tipos de dívida de cada cliente e dar o desconto que poderá chegar a 90%. O desconto será proporcional ao dia de atraso. Quanto mais velha a dívida, maior será o abatimento do valor total.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos poderão sacar até 20% de seu saldo no FGTS para quitar dívidas. Com as novas linhas para esses setores e o saque do FGTS, calcula-se que o pacote poderia alcançar R$ 100 bilhões.
O governo estuda um aporte de R$ 5 bilhões para o FGO, mas Durigan não garantiu que a capitalização do fundo será nesse montante. A proposta é que o pacote seja visto como um estímulo ao crédito para elevar o consumo, o que pode gerar pressão adicional na inflação.
Fonte: Estado Online
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