Governador da Bahia defende mediação do Estado em vez de letalidade

Jerônimo Rodrigues defende que o Estado deve combater o crime sem cometer abusos, priorizando a mediação e a preservação da vida. [...]

Jerônimo Rodrigues critica operação policial no Rio de Janeiro e destaca ação na Bahia com foco em inteligência e preservação da vida.

Jerônimo Rodrigues defende que o Estado deve combater o crime sem cometer abusos, priorizando a mediação e a preservação da vida.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu que o Estado deve combater o crime e garantir a segurança da população, mas sem cometer abusos ou violar direitos. A declaração foi feita durante o anúncio de novos investimentos estaduais na segurança pública.

Rodrigues criticou a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, afirmando que “O Estado não pode ser um Estado matador. Não pode.

Não é o Estado que tem que fazer isto. O Estado tem que mediar”.

Em contraste, ele destacou a Operação Freedom na Bahia, que prendeu ao menos 35 pessoas suspeitas de integrarem o Comando Vermelho. A ação resultou na morte de um homem durante confronto, o que gerou protestos.

Operação Freedom e a Priorização da Inteligência

A Operação Freedom, segundo a secretaria estadual de Segurança Pública, é resultado de uma apuração iniciada em 2022. O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, destacou a “eficácia do uso de inteligência policial para desarticular facções de alto poder ofensivo, sem recorrer ao confronto direto como primeira ou única via”.

Rodrigues garantiu que não haverá trégua ao crime organizado na Bahia, mas enfatizou a importância de cercar, prender e entregar os investigados à Justiça. Ele afirmou: “A mão forte do Estado precisa acontecer.

Não vamos dar trégua ao crime organizado na Bahia. Mas minha ordem é que possamos cercar, prender e entregar [os investigados] à Justiça”.

A operação baiana também teve como foco a asfixia financeira do Comando Vermelho, com o bloqueio judicial de até R$ 1 milhão em contas bancárias vinculadas aos investigados.

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