Ministro do STF acompanha relator Alexandre de Moraes na condenação de sete réus ligados à disseminação de informações falsas.
Cristiano Zanin, do STF, votou pela condenação de sete réus do núcleo de desinformação da trama golpista, seguindo o voto do relator Alexandre de Moraes.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou o voto do relator, Alexandre de Moraes, e votou pela condenação dos sete réus do núcleo de desinformação da trama golpista que visava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
A Primeira Turma do Supremo continua o julgamento do núcleo 4, conhecido como núcleo da desinformação. Os sete integrantes desse grupo são acusados de disseminar informações falsas contra o processo eleitoral e de monitorar e coordenar ataques contra adversários políticos.
Zanin destacou a “clara divisão de tarefas” que caracterizou a organização criminosa, cujo objetivo era a “deposição do governo legitimamente eleito”. Ele afirmou que esse núcleo de réus deu uma “contribuição efetiva na construção de uma realidade distorcida”, a fim de instigar atos violentos por apoiadores.
O ministro concordou com Moraes ao absolver o engenheiro Carlos Cesar Rocha dos crimes de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado, condenando-o apenas por integrar organização criminosa e atentar contra o Estado Democrático de Direito. Zanin considerou que há “dúvida razoável” de que Rocha sabia estar contribuindo para um golpe ao avalizar um relatório com informações falsas sobre a urna eletrônica.
Segundo a acusação, integrantes do núcleo 4 montaram uma espécie de “Abin paralela”, utilizando a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários e produzir informações falsas. Outro ponto central da denúncia é uma campanha de difamação e ataques virtuais contra os comandantes do Exército e da Aeronáutica em 2022, com o objetivo de pressioná-los a aderir aos planos golpistas.
Julgamento do Golpe
O julgamento do golpe de Estado foi dividido pela PGR, com aval do Supremo, em diversos núcleos, agrupados de acordo com seu papel dentro da organização criminosa. Como integrante do núcleo 1, o próprio Bolsonaro já foi condenado como líder da organização.
Além do núcleo 4, serão julgados ainda neste ano os núcleos 2 e 3.