O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expressou preocupação com a situação do Judiciário e do Ministério Público, afirmando que as verbas de natureza indenizatória, conhecidas como "penduricalhos", criaram uma "balbúrdia". Mendes salientou que a autonomia financeira da Justiça não deve ser confundida com a falta de controle financeiro.
O ministro destacou que o teto salarial de R$ 46,3 mil mensais se tornou um piso devido à discricionariedade dos pagamentos por órgãos judiciários. Mendes criticou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela falta de regulamentação e regras claras sobre o pagamento do funcionalismo público.
Além disso, o ministro Flávio Dino também comentou sobre a polêmica em torno dos limites salariais, mencionando que o Supremo já analisou 13.925 casos relacionados desde 2000. Ele enfatizou a necessidade de discutir o tema de maneira objetiva para garantir a autoridade das decisões do Tribunal.
Uma reunião entre o STF, Câmara, Senado, Fazenda e Tribunal de Contas da União (TCU) ocorreu para tratar da questão, com o Congresso e o TCU defendendo que a solução deve passar por uma Reforma Administrativa. O Supremo está analisando decisões que suspendem pagamentos que ultrapassam o teto constitucional para todos os Poderes.
