Os resultados do quarto trimestre de 2025 da Gerdau reforçam a avaliação de analistas sobre a dependência da companhia do mercado norte-americano. Enquanto a operação na América do Norte apresenta desempenho superior, o Brasil enfrenta margens mais apertadas devido à crescente importação de aço, especialmente da China.
O Ebitda ajustado da Gerdau somou R$ 2,37 bilhões, em linha com as estimativas do Citi. A divisão norte-americana ficou responsável por cerca de 62% do Ebitda anual, refletindo a alta dos preços do aço na região e um ambiente protegido por tarifas comerciais nos EUA.
O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, mencionou a expectativa de redução gradual das importações de aço no Brasil ao longo de 2026, com impacto mais significativo a partir de 2027. O Itaú BBA também destacou a América do Norte como o principal vetor de crescimento no curto prazo, prevendo melhora nas margens já no primeiro trimestre de 2026.
Para o mercado brasileiro, o início do ano é avaliado como desafiador, com margens estáveis e aumento de custos de matérias-primas. Apesar disso, analistas esperam uma recuperação gradual ao longo de 2026, com impactos positivos no segundo semestre devido ao projeto Miguel Burnier e medidas contra importações de aço.
