O Gaeco do MPMS deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Colete de Troia para investigar policiais penais suspeitos de integrar um esquema criminoso destinado a facilitar a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), a 225 quilômetros de Campo Grande.
A operação cumpre dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí, no Paraná. Também são realizadas diligências na casa de uma advogada, acompanhadas por um representante da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul).
Policiais militares do Batalhão de Choque, o Cope (Comando de Operações Penitenciárias), a Gerência de Inteligência Penitenciária, a Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e o Gaeco do Paraná dão apoio ao cumprimento dos mandados.
As investigações apontam que os policiais penais usariam suas funções públicas para atuar em conluio com presidiários e outros particulares, com o objetivo de inserir ou facilitar a entrada de produtos ilícitos na penitenciária, inclusive com o uso de drones. O material seria distribuído, vendido ou consumido dentro da PED.
Parte dos denunciados, incluindo o ex-diretor da PED, Rangel Schveiger, é apontada por desenvolver uma organização criminosa dentro da unidade. As investigações começaram em 2024, depois de informações de que um policial penal estaria ingressando na penitenciária com drogas e celulares. Em julho daquele ano, ele foi preso em flagrante transportando cerca de 1,5 quilo de entorpecentes para dentro do presídio. O nome da operação faz alusão à narrativa grega do Cavalo de Troia, segundo o MPMS.