Os compradores recorrentes de ativos em óleo e gás concentraram 53% do valor das fusões e aquisições do segmento nos últimos dez anos, conforme levantamento da Bain & Company. A consultoria define como adquirentes frequentes as empresas que realizam ao menos uma transação por ano.
Esse grupo apresentou desempenho superior no longo prazo, com um retorno total aos acionistas 130% maior do que o registrado por companhias inativas em aquisições. O relatório indica um ambiente de maior disputa por ativos, refletindo um mercado aquecido, com múltiplos de transações subindo de 4 vezes em 2022 para 6,9 vezes em 2025.
No Brasil, observa-se um movimento de consolidação no setor. O processo está ligado à interrupção dos desinvestimentos da Petrobras, que ocorreram de forma ampla e pulverizada no governo anterior.
As empresas estão agora trocando ativos de mãos, buscando maior eficiência de portfólio ou discutindo consolidações. A estratégia envolve reunir ativos para criar plataformas de produção maiores, permitindo ganhos de escala e tornando os negócios mais atrativos para novos aportes de capital.