O fundo que comprou R$ 20 milhões em ações do resort Tayayá, dos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli, transferiu todos os ativos que detinha para uma offshore das Ilhas Virgens Britânicas. A liquidação do fundo foi feita em duas etapas, com um aumento de quase 45.000% no valor das cotas.
O procedimento é semelhante ao identificado na investigação sobre o Banco Master, com supervalorização de ativos em curto período e dificuldade para identificar o destinatário final do dinheiro. A offshore Egide I Holding foi aberta em março de 2025 e é a única empresa que possuía cotas do fundo Arleen.
A supervalorização de ativos em curto período é um dos elementos identificados na fraude financeira do Banco Master. No caso do fundo Arleen, não é possível descobrir quem foi o beneficiado pela supervalorização das cotas da offshore Egide I Holding.
O fundo Arleen decidiu aumentar o valor das cotas em quase 45.000% e repassou 100% do seu dinheiro para administração da offshore no paraíso fiscal, incluindo as ações do resort que pertenciam à família de Toffoli.