A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) vai realizar escutas públicas para receber propostas e mapear as demandas do setor cultural que servirão de base para o Plano de Aplicação dos Recursos (PAR) de 2027, referente ao terceiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A coleta de contribuições está prevista para o período de 26 de outubro a 3 de novembro de 2026.
Os encontros serão presenciais e ocorrerão em dez cidades-polo, com a meta de envolver os 79 municípios sul-mato-grossenses. As cidades-sede serão Três Lagoas, Chapadão do Sul, Corumbá, Bonito, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste, que também receberão participantes das regiões próximas. Datas, horários e locais serão definidos em conjunto com os municípios e divulgados posteriormente pela Fundação.
Podem participar artistas, produtores, trabalhadores da cultura, gestores, coletivos culturais, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e empreendimentos da economia solidária ligados à cultura. A iniciativa é aberta a pessoas físicas, coletivos não formalizados e pessoas jurídicas de natureza ou finalidade cultural, com ou sem fins lucrativos.
O diretor-presidente da FCMS, Eduardo Mendes, afirmou que a participação do setor é essencial para o planejamento. "Quem faz cultura em Mato Grosso do Sul precisa participar das decisões sobre os recursos que chegam ao setor. Com as escutas regionais, queremos ouvir as diferentes linguagens artísticas, conhecer as necessidades de cada território e construir um planejamento que reflita essa diversidade", declarou. Segundo ele, o processo contribui para que os próximos editais ampliem oportunidades e fortaleçam a produção cultural no Estado.
A mobilização será conduzida pela Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), por meio da FCMS, em articulação com os municípios. Após as escutas, as informações serão organizadas e analisadas, e os resultados publicados em relatório final que embasará a construção do PAR. A apresentação de propostas não obriga a Fundação a executá-las, mas fundamenta as decisões sobre os futuros instrumentos de seleção. A participação também não impede os interessados de concorrer posteriormente aos editais. Instituída pela Lei nº 14.399/2022, a PNAB prevê repasses da União a estados, Distrito Federal e municípios para fortalecer o setor cultural.