Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e sucedido à indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026, concedeu entrevista a um canal francês nesta segunda-feira. Em diálogo com europeus, destacou que o país não enfrenta uma 'democracia plena', mencionando condenações contra o ex-presidente e alertando sobre 'inimigos políticos'.
O senador relatou que durante o governo anterior foram preservadas áreas da Amazônia, mas afirmou que, no atual, sob comando de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a região registrou três anos seguidos de queimadas em níveis recordes. Ele também classificou o governo Lula como representante da 'extrema esquerda', argumentando que a população brasileira não suportaria mais quatro anos dessa gestão.
Ao falar sobre o anúncio de proximidade entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Flávio ressaltou que a liderança norte-americana reconhece a 'posição estratégica' do Brasil no cenário global. Segundo ele, essa relação seria necessária 'independentemente' de quem ocupasse o cargo no país.
Na entrevista, o candidato ainda criticou o governo de Emmanuel Macron na França, chamando-o de 'extrema incompetência'. Ao comentar sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Flávio fez referência indireta a Fábio Luís Lula da Silva, alegando que ele estaria envolvido em desvios de dinheiro de aposentados.