Frentes parlamentares vinculadas ao comércio e serviços defendem que a aprovação de medidas para encerrar a escala 6×1 deve vir acompanhada de uma redução nos tributos pagos pelas empresas na folha. O argumento é que a diminuição de horas trabalhadas sem corte salarial obriga as companhias a buscar alternativas para não repassar custos aos consumidores, como uma menor carga fiscal.
A proposta é liderada por deputados como Domingos Sávio, que admitem a necessidade de ajustes na jornada, mas cobram uma contribuição do Executivo. Ele sugere que a desonerar parte dos impostos sobre a folha pode ser uma forma de equilibrar o impacto da nova regra, mantendo a competitividade do setor. A avaliação é que o governo precisa apresentar soluções para viabilizar a transição.
Especialistas alertam que novas desonerações podem afetar as contas públicas, já que a medida atual para alguns setores gerou uma perda de arrecadação próxima a 30 bilhões. Uma ampliação do benefício poderia elevar ainda mais esse valor, prejudicando o esforço fiscal do governo. Apesar disso, parlamentares buscam negociar alternativas, como jornadas de cinco dias com dois de descanso (5×2) ou redução gradual de 44 para 40 horas semanais.
A pressão por mudanças aumenta enquanto o governo prioriza a finalização do debate sobre a escala 6×1 ainda no primeiro semestre, com apoio do presidente da Câmara, que avalia encerrar a discussão em maio. Empresários destacam que qualquer proposta deve considerar as diferenças entre setores e regiões, além de garantir a manutenção de empregos formais.