O ano de 2026 começou de forma trágica no Paraguai, com vários casos de feminicídios registrados nas primeiras semanas de janeiro. As cifras preliminares revelam que a violência extrema contra as mulheres não apenas persiste, mas também mantém um ritmo alarmante, deixando ao descoberto falhas estruturais nos sistemas de prevenção, proteção e justiça.
As estatísticas do fechamento de 2025 já advertiam um cenário crítico, com mais de 35 feminicídios registrados no ano, dezenas de tentativas e numerosas crianças que ficaram órfãs, arrastando sequelas emocionais e sociais profundas.
Os casos recentes que chocaram o país incluem crimes ocorridos em zonas urbanas e periurbanas, com a maioria dos agressores sendo parceiros ou ex-parceiros das vítimas, um padrão que se repete ano após ano e evidencia que o lar continua sendo um dos espaços mais perigosos para muitas mulheres.
As autoridades reconheceram publicamente a gravidade do cenário e destacaram a necessidade de reforçar os mecanismos de resposta imediata e revisar o cumprimento efetivo das medidas de proteção ditadas pela Justiça.
