Morte de Soleni Corrêa expõe preconceito online e mobiliza amigos contra discursos de ódio.
A morte de Soleni Corrêa, vítima de feminicídio, desencadeou uma onda de comentários homofóbicos nas redes sociais, revoltando amigos e familiares.
A morte de Soleni Aparecida Ferreira Corrêa, vítima de feminicídio em Três Lagoas, gerou uma onda de comentários homofóbicos nas redes sociais, causando revolta entre amigos e conhecidos. Em vez de comoção, o caso atraiu julgamentos e ataques à orientação sexual da vítima.
Enquanto muitos lamentavam a morte de mais uma mulher, outros aproveitaram para disseminar discursos de ódio contra relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Frases preconceituosas tomaram conta das publicações, desviando o foco do crime de feminicídio para a homofobia.
Amigos e familiares de Soleni se manifestaram nas redes sociais, pedindo respeito e enfatizando que o crime deve ser tratado como violência doméstica e feminicídio, e não como uma questão de orientação sexual. Eles defenderam a memória da vítima e repudiaram os comentários ofensivos.
O crime ocorreu na tarde de terça-feira, quando Soleni foi estrangulada pela companheira, Laura Rosa Gonçalves, após uma discussão. Laura confessou o crime e alegou que a briga foi motivada por ciúmes e questões financeiras. A autora já havia agredido Soleni em outras ocasiões e usava tornozeleira eletrônica por conta de medidas protetivas.
Investigação e Prisão
A delegada Sayara Quintero, responsável pela DAM, representou pela prisão preventiva de Laura, considerando a gravidade do crime e a necessidade de garantir a ordem pública. A faca usada no crime e dois celulares foram apreendidos.
O caso segue sob investigação da DAM de Três Lagoas.
Apesar das medidas protetivas, Soleni havia retomado o relacionamento com Laura cerca de dois meses antes do crime, após mudar-se para Três Lagoas. A tragédia expõe a persistência da violência doméstica e a vulnerabilidade de mulheres em relacionamentos abusivos, além do crescente discurso de ódio nas redes sociais.