Localizada às margens da MS-141, entre Naviraí e Ivinhema, a Fazenda Santa Catarina do Marajó se tornou um dos pontos turísticos mais fotografados da região, graças ao vasto campo de girassóis que embeleza a paisagem com um vibrante tapete amarelo. O responsável por essa atração é o Grupo Antonini, que nesta safra cultivou aproximadamente 1.600 hectares da flor, sendo 900 hectares destinados ao girassol rajado, utilizado na alimentação de pássaros, e 700 hectares voltados para a produção de óleo com o girassol preto.
O produtor rural Nelson Antonini relata que a decisão de investir no cultivo de girassóis ocorreu há quatro anos, após uma viagem técnica a Brasília. Um conhecido colaborou com os primeiros conhecimentos sobre a cultura. "Percebi que poderia dar certo aqui. No primeiro ano plantei 30 hectares e, no ano seguinte, mais 30 para aprender. Vendo o sucesso, no ano passado plantei 450 hectares e, neste ano, ampliei para 1.600 hectares. O girassol é muito tolerante à estiagem e à geada, o que facilita seu cultivo após a colheita do milho", explica.
Nelson detalha que o girassol rajado, que possui menor teor de óleo, é voltado principalmente para alimentação animal, enquanto o girassol preto apresenta uma concentração de óleo entre 43% e 50%, sendo utilizado na produção de óleo vegetal. Ele observa que os pássaros tendem a evitar o consumo do girassol preto em grandes quantidades, ao passo que o girassol rajado atrai muitas aves. Além disso, existem duas variedades de girassol rajado: o miúdo e o graúdo, conhecido como confeiteiro, ambos destinados à alimentação animal. Parte significativa da produção é comercializada principalmente para o Nordeste do país.
Com o aumento no número de visitantes, Nelson decidiu construir um mirante com estrutura metálica às margens da rodovia, permitindo que as pessoas possam contemplar a paisagem com segurança. "Subi em cima do pivô e vi a beleza que era em uma outra lavoura. A visão de cima era deslumbrante. Pensei: 'Não é justo guardar isso só para mim. Mais gente precisa sentir o que estou sentindo'. Foi daí que surgiu a ideia de fazer o mirante, para que as pessoas possam tirar fotos e desfrutar daquela vista", relata.
O produtor enfatiza que a estrutura foi projetada com segurança, utilizando ferro e cabo de aço, para garantir a proteção dos visitantes. Como o acesso é fácil, a ideia de compartilhar a beleza da paisagem foi bem recebida. Nelson conclui: "A oportunidade de plantar e ver essa beleza não é algo que deve ser guardado apenas para mim."