Famílias de mortos em operação no Rio reclamam de falta de informação

Familiares de mortos na Operação Contenção reclamam da demora na liberação dos corpos e da falta de informações sobre as vítimas. [...]

Parentes de vítimas da Operação Contenção enfrentam dificuldades para identificar corpos e arcar com custos funerários.

Familiares de mortos na Operação Contenção reclamam da demora na liberação dos corpos e da falta de informações sobre as vítimas.

Familiares de mortos na Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro, relatam dificuldades para obter informações sobre as vítimas e liberar os corpos. O Instituto Médico Legal (IML) está dedicado exclusivamente ao caso devido ao grande número de mortos, incluindo quatro policiais.

Samuel Peçanha, pai de Michel Mendes Peçanha, de 14 anos, busca informações sobre o filho, que frequentava o Complexo da Penha. Lívia de Oliveira também aguarda notícias sobre o corpo do marido.

Ambos expressam a angústia e a falta de respostas.

Os pais de Yago Ravel, encontrado decapitado, só conseguiram reconhecer o corpo após intervenção de deputados. O pai, Alex Rosário da Costa, lamenta não ter podido ver o corpo antes de assinar o atestado de óbito.

Custos Funerários

Além da falta de informação, as famílias enfrentam o dilema dos custos funerários. A opção é entre um sepultamento particular, com custo elevado, ou um enterro gratuito fornecido pela prefeitura, sem velório e em caixão fechado.

A Defensoria Pública oferece atendimento no IML para auxiliar nos trâmites do serviço gratuito.

A Operação Contenção, que envolveu 2,5 mil policiais, teve como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho e cumprir mandados de busca e prisão. A ação resultou em pânico na cidade, com escolas e comércios fechados, e é considerada a mais letal dos últimos 15 anos no estado.

Leia mais

Rolar para cima