Famílias se cadastram para reconhecer corpos no IML do Rio

Famílias se cadastram no Detran-RJ para reconhecer corpos de vítimas da Operação Contenção, com relatos de sinais de execução. [...]

Após operação policial, famílias buscam identificar vítimas com sinais de execução.

Famílias se cadastram no Detran-RJ para reconhecer corpos de vítimas da Operação Contenção, com relatos de sinais de execução.

Famílias que foram ao Instituto Médico-Legal (IML) no Rio de Janeiro buscam reconhecer os corpos de pessoas mortas na Operação Contenção. O cadastramento está sendo realizado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RJ), próximo ao necrotério.

Além das 64 mortes informadas no balanço estadual, pelo menos 70 corpos foram resgatados de áreas de mata no Complexo da Penha, onde ocorreu a operação policial contra o Comando Vermelho. Os corpos apresentavam sinais de execução, como tiros na testa e decapitação.

Os corpos encontrados foram concentrados na Praça São Lucas e, posteriormente, encaminhados ao IML. Não há previsão para a liberação dos corpos, e os familiares aguardam no local. Um parente criticou a forma como os corpos foram encontrados, relatando que foram deixados “pelados”.

Relatos de familiares

Uma mulher identificada como Carol Malícia veio de Arraial do Cabo para reconhecer o pai de sua filha. Ela relatou que estava em contato com ele até o dia da operação, quando ele disse estar encurralado e com pessoas baleadas ao seu lado.

Após essa comunicação, ela perdeu o contato com ele, que foi encontrado com sinais de tiros.

O processo de identificação é acompanhado de dor e indignação, com famílias buscando respostas e justiça diante da violência.

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