Morte de jovem de 19 anos no Comando Militar do Oeste levanta questionamentos sobre o socorro e acompanhamento psicológico.
Família questiona inconsistências no socorro e falta de apoio psicológico a Dhiogo Melo Rodrigues, encontrado morto no Comando Militar do Oeste.
A família de Dhiogo Melo Rodrigues, de 19 anos, encontrado morto no Comando Militar do Oeste (CMO) em Campo Grande, busca respostas e apuração rigorosa dos fatos. Eles formalizaram um pedido de investigação, alegando uma “sucessão de erros” desde o momento da morte até a liberação do corpo.
A principal preocupação da família reside nas inconsistências encontradas no processo de socorro e na falta de clareza sobre as circunstâncias da morte. O irmão de Dhiogo questiona o tempo decorrido entre o momento em que o soldado foi encontrado e a declaração do óbito, levantando dúvidas sobre a realização dos procedimentos de reanimação adequados.
Outro ponto crucial é a alegação da família sobre a ausência de acompanhamento psicológico para os recrutas. Segundo eles, Dhiogo não passou por testes psicológicos antes de manusear armamento, e demonstrava medo e receio em relação ao ambiente militar. A mãe de Dhiogo relatou que o filho sofria pressão e capacitismo no quartel.
Questionamentos da Família
A família busca acesso integral aos laudos, relatórios e prontuários relacionados ao caso, além de solicitar a oitiva de colegas de pelotão e superiores que tiveram contato com Dhiogo. O objetivo é esclarecer todos os pontos obscuros e responsabilizar os envolvidos em eventuais negligências.
O celular do jovem permanece apreendido para perícia, o que gera ainda mais angústia e desconfiança na família, que clama por justiça e transparência na apuração da morte de Dhiogo.