A família de Fabíola Marcotti, fisioterapeuta de 51 anos, expressou sua dor após a conclusão do inquérito policial que apontou o médico João Jazbik Neto, de 78 anos, como autor do feminicídio. O irmão de Fabíola declarou que o único erro dela foi ter conhecido o médico, ressaltando que ela sempre foi uma pessoa pacífica, que não teria jamais atentado contra sua própria vida.
O corpo de Fabíola foi encontrado com perfurações de tiro na cabeça no dia 18 de maio, em uma propriedade localizada na Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Desde a última sexta-feira (14), a prisão preventiva de João foi decretada, marcando um passo importante na busca por justiça. Hoje, completam-se três meses desde o falecimento da fisioterapeuta.
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou que, após as investigações, a conclusão foi de que o caso se trata de feminicídio. Este é o 21º registro desse tipo de crime em Mato Grosso do Sul somente neste ano. O irmão de Fabíola relembrou que, ao longo do tempo, ela foi se afastando de amigos e perdeu sua vida social, sendo proibida de realizar diversas atividades.
"Ela provavelmente deve ter sofrido muito nas mãos dele. Espero que ele passe o resto da vida preso, pois não tem condições de viver em sociedade, tamanha a crueldade que praticou contra minha irmã", afirmou o irmão, evidenciando a angústia da família diante da situação.
A defesa da família, representada pelo advogado Márcio Leonardo Almeida das Virgens, também se manifestou. Ele destacou que a conclusão do inquérito não é uma simples opinião da polícia, mas sim resultado de uma investigação técnica que incluiu laudos periciais e a manifestação favorável do Ministério Público, além da análise do Poder Judiciário.
A situação de violência contra a mulher no Brasil continua a ser alarmante, e a família de Fabíola espera que este caso traga à tona a necessidade de medidas efetivas para proteger as mulheres. O apoio a vítimas de violência é crucial, e diversos serviços de atendimento estão disponíveis, como as Medidas Protetivas e a Central de Atendimento à Mulher, que oferece suporte e orientação para aquelas que enfrentam situações de abuso.