Maria de Lourdes Santos Leal, moradora de Sertânia, em Pernambuco, vive a dor da perda do filho, Bruno Gabriel Leal da Silva, morto na Ucrânia. O caso está sendo investigado, e a mãe denuncia tortura e assassinato por integrantes do Batalhão Advanced, grupo atuante no conflito.
Bruno, de 28 anos, foi encontrado morto em dezembro passado, após ter procurado o consulado brasileiro em Kiev para relatar maus-tratos e a retenção de seu passaporte. Ele havia recebido orientações para deixar a Ucrânia, mas não foi mais visto após esse contato.
A mãe revelou que Bruno conheceu brasileiros pela internet que prometeram trabalho e salário, mas ele acabou sem receber nada e com o passaporte retido. Maria afirmou que o filho não tinha histórico militar e que sempre alertou sobre os riscos da viagem.
Desde o último contato, em 21 de dezembro, Bruno parecia triste e insatisfeito com a situação. A família, sem recursos para viajar à Ucrânia, pede apoio para repatriar o corpo e clama por justiça. Maria deixou um apelo a outros brasileiros: "Não vá. O que fizeram com o meu filho pode fazer com qualquer um".
